A comida por aqui tem sido interessante. Não há nada muito exótico, só usos diferentes das mesmas coisas que costumo comer no Brasil, como bastante batata e frutos do mar. Tanto na Suécia como nos outros países da Escandinávia, se come muito peixe, e por isso estou me dando super bem, adorando na verdade. Acho que isso também explica um pouco o fato de todos por aqui serem magros. Alimentação saudável aliada ao uso constante das bicicletas para transporte com certeza deve influenciar de forma positivíssima na saúde. De tudo que experimentei até agora três merecem destaque:

1) Sill

Sill é o nome em sueco do arenque. Mas aqui ele é comido cru. Ou quase isso, o peixe é cortado em pedaços e marinado – peixe em conserva. O resultado é um quase sushi mesma textura, mas com gosto meio adocicado. O prato é servido com batata cozida, sour cream e endro. É meio polêmico, mas eu gostei.

2) Caviar

Calma, não é o que voces estão pensando. Caviar aqui é super comum, barato, vendido no supermercado para meros mortais e o mais interessante, vem num tubo igual ao da pasta de dente. Tem um tom cor de rosa (parecida com salmão), o gosto é bem leve e a textura…hummm..interessante. Confesso que não sou muito fã. O comum é comer com pão duro bem fino e crocante. A marca abaixo é a mais comum por aqui, talvez por ser mais barata.

3)Almôndegas

E por último as almôndegas suecas. Sinceramente não encontrei nada demais nelas. São normalmente menores que as que temos no Brasil. Mas aqui elas não vão só no molho. São comidas geralmente com batata, com ou sem molho etc. Outro dia comi um sanduíche tradicionalíssimo (segundo Robert) feito com pão, salada de beterraba e almôndegas fatiadas frias por cima, foi, digamos, interessante.

Ontem fomos a Gotemburgo com dois amigos do Robert para ver a exposição And there was light um apanhado sobre arte Renascentista com inclusive alguns originais de Michelangelo, Leonardo  da Vinci e Raphael. A estrutura física e tecnologia da exposição é impressionante. Mas o chamativo do trabalho foi as obras originais dos três artistas e disso teve pouco (só 50 peças). Mas valeu a visita. Uma das  seções foi montada com modelos  e protótipos das  engenhocas de Leonardo da Vinci, muito interessante visualizar o que ele tinha em mente em termos de engenharia e desenhou projetos de automoveis, avião e máquinas de guerra. Gotemburgo é a primeira cidade a receber a exposição, que irá percorrer o mundo durante 8 anos. Não sei se vai passar no Brasil. Seria bom.

Semana passada Robert me levou para conhecer a pequenina cidade de praia Marstrand.  O lugar é um popular destino no verão onde as pessaos vão passar uns dias e tambem favorito entre os que gostam de velejar (muito comum aqui na Suécia é o pessoal ter um barquinho para dar umas voltas no verão).

Chegando na cidade, atravessamos com uma balsa o canal minúsculo que separa a cidade da ilha (a travessia durou2.5 minutos). O lugar é uma gracinha, mas bem diferente das praias brasieiras. A água é mais fria e a praia, ao invés de areia é formada de pedras. Mas não deixa de ser lindo. Chegando lá fomos dar uma volta ao redor da ilha pelas pedras.

Paramos pra tomar sol  e eu aproveitei pra dar uma fuçada. A água da chuva forma laguinhos no meio das pedras e encontrei esses lírios d’água.

Como todo destino turístico, tudo aqui é caro. De almoço, comemos fish & chips e de sobremesa morangos. Agora é época de morangos e por toda parte se ve barraquinhas vendendo a fruta que cheira de longe. Esse sim é o morango de verdade, docinho.

Para terminar o passeio fomos conhecer a Fortaleza de Carlsten, castelo c0ntruído na parte mais alta da ilha datado de 1658. A tal da Fortaleza levou mais de 200 anos para ficar pronta.

Fim de passeio, voltei para casa cansada de mais um dia de verão com 100% de aproveitamento.

Vou aproveitar o domingo chuvoso para postar algumas fotos do que ando fazendo por aqui. Preciso dizer que todo dia tem algo pra fazer….TODO dia. Ou vamos fazer trilha, ou nadar no lago, ou pic nic, ou visitamos a casa de verão dos pais do Robert, passeios de moto…ufa…..eu estou mais é adorando esse domingo em casa.

Semana passada fomos a Gotemburgo, segunda maior cidade  da Suécia que fica a 30 km de Alingsås. Cidade grande, muitas lojas, arquitetura bacana, mas nada demais. A cidade se desenvolveu com uma tradição industrial e só recentemente começou a perder a cara de vila operária.

Robert me levou para conhecer a parte central da cidade

Em frente ao teatro municipal

Esse barco no centro da cidade é uma casa de shows chamada “Rio Rio” com música e comida típicas brasileiras

Depois de passar a manhã caminhando almoçamos na Fiskyrka, que quer dizer Igreja do peixe. Esse mercado em formato de igreja vende tudo quanto é fruto do mar e alguns dos kioskes vendem comida para ser consumida no local. Eu comi um hambruguer de peixe, pure de batatas e molho de caivar. Ótimo.

À tarde fui conhecer o famoso parque de diversões Liseberg. Em um dia de verão quente dá para se imaginar o quanto o lugar estava cheio, mas mesmo assim foi agradável. O parque é enorme e bem dividido. Tem uma área com atrações infantis, outra com brinquedos assustadores e velozes do tipo que giram e ficam de ponta cabeça e tem um jardim lindo, super bem mantido com várias flores e plantas. É uma versão maior e mais bonita dos nosso Playcenter.

No parque tem um Hall da Fama com placas contendo moldes das mãos de famosos que já passaram por lá. No meio encontrei um brasileiro….olha só.

Brasileiro é sempre nostálgico né, sempre fica procurando uma bandeira, um conterrâneo, alguma coisa que nos faça lembrar de casa.

Farei uma pausa nos relatos das  aventuras no navio para falar um pouco da minha estadia na Suécia. Agora mesmo estou na pequenina cidade de Alingsås, no sudoeste do país, já tem quase uma semana. Ficarei aqui até o final de agosto, num total de 45 dias.

No pouco tempo em que estou aqui, o que mais me chamou atenção foi o clima, que influencia muito a vida das pessoas. Depois de meses de inverno e escuridão (com média de 5 horas de luz – não de sol- por dia) todos estão vibrando com o calor e o sol. A cidade está vazia pois todos estão de férias acampando, na praia ou nas casas de verão, geralmente na beira de um rio ou lago.

O sol está nascendo por volta das 4 horas da manhã e se põe por volta  das 23:30. E, até que o último raio de sol se vá, todos estão nas ruas, andando de bicicleta, fazendo picnics, sentados nas varandas, passeando pelas praças e aproveitando cada segundo do verão, que dura pouco -  4 meses.

Bom, tenho que ir. Hoje Robert saiu pra me comprar uma bicicleta – usada mas é minha – e vamos sair pra dar uma volta. Ele fica encomodado de estar dentro de casa quando o dia está agradável (me faz sentir mal por todos os domingos ensolarados no Brasil em que eu fiquei lendo ou assistindo tv dentro de casa). Ele e todo mundo nessa cidade né…..

Em um lindo dia de sol o Jewel of the Seas aportou em Bergen, a segunda maior cidade de Noruega Do porto, andando 5 minutos se chega na parte mais antiga da cidade, chamada de Bryggen. O lugar é uma baía cercada por charmosas casinhas coloridas de madeira e telhado retangular.A arquitetura aqui é linda e imagem fiel do que imaginei ser a Noruega, talvez por já ter visto essa paisagem tantas vezes em cartões postais. As casas de Bryggen datam da época da linga hanseática – aliança de cidades mercantis européias entre os séculos XIII e XVII – e são patrimônio da humanidade da UNESCO.

As casinhas de Bryggen

Nesse dia saí com Priscila e Bruno amigos brasileiros do navio. Caminhando mais um pouquinho chegamos ao Fish Market famoso mercado de peixes que o meu guia em Geiranger (Tom) disse ser imperdível. E realmente era fantástico, principalmente para quem adora seafood como eu.

Sanduíches de camarão, siri, salmão e até com carne de baleia

Com tantas opções a única dúvida era o que iria comer. Para não deixar passar nenhuma oportunidade comprei um prato que vinha com um pouquinho de tudo. Eles preparam na sua frente o que voce escolher:

Esse foi o meu almoço…..delicioso

E de sobremesa, morangos e cerejas fresquinhos

No mercado se encontra de tudo, souvenirs, frutas frescas, flores, e todo tipo de criaturas marinhas comestíves ou não.

Mais fotinhos do mercado

Com Priscilla e Bruno em Byrggen

Depois de almoçar, só nos restava dar uma volta pela cidade para fazer a digestão. Bergen é uma gracinha e tudo é motivo para foto. No geral esse foi o dia mais agradável do cruzeiro dos fiordes.


Alesund – a capital norueguesa do bacalhau – foi nossa terceiro porto nos fiordes. Mas ao contrário de Bergen e Geiranger, Alesund é uma cidade grande e o objetivo da nossa parada aqui era satisfazer a vontade de compras de nossos passageiros (acredite ou não tem gente que viaja só pelas compras).

O município de Alesund é formado por 7 ilhotas interligadas por pontes, um túnel subtêrraneo e balsas. Como eu fiquei no centro não tive a oportunidade de conhecer o tal do túnel.

O interessante de se ver em Alesund é a arquitetura no estilo Jugendstil, conhecido pra nós como Art Nouveau. A cidade foi totalmente destruída em um incêndio em 1904 e reconstruída no estilo decorativo que lembra uma estória de contos de fadas. Esse foi o único dia em que o clima não estava bom. Uma neblina fortíssima cobriu a cidade o dia praticamente inteiro.

Os prédios coloridinhos e decorados de Alesund

Nesse dia saí sozinha porque todo mundo queria ir ás compras. Caminhando pelas ruas, encontrei a entrada de um parque, parquinho de criança mesmo. Quando entrei descobri uma trilha que subia, subia, subia e lá em cima, havia um mirante com vista para a cidade, o porto e o mar….fantástico.

A subida foi dificíl, mas a vista valeu a pena

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