Espanha


Barcelona é onde a Europa passa as férias no verão. Cheguei a essa conclusão após descer na rodoviária central e encontra-la lotada às 6 da manhã, ao andar no metrô apertado com malas, mochilas e mochileiros mil e ao não conseguir uma vaga sequer em nenhum dos três primeiros albergues que tinha marcado. Sem sucesso resolvi passear pelas Ramblas e decidir meu destino ao longo do dia.

 

Lãs Ramblas é um boulevard margeado por árvores altas (para nós calçadão) centro de restaurantes, galerias de arte, lojas com “coisinhas” legais, cartões postais, souveniers e todo tipo de imã de turista. A arquitetura medieval/gótica, no entanto é fantástica. Infelizmente não tenho nenhuma foto, pois estava tão lotada que não consegui nenhum ângulo legal (leia: sem pessoas)

 

As Ramblas acabam na praia e quem seguir andando mais um pouco vai encontrar um píer com direito a shopping e ponto de parada dos cruzeiros naquela região.

 

Saindo da praia resolvi me adentrar na outra ponta das Ramblas e me enfurnar no famoso Bairro Gótico. A arquitetura é realmente fascinante e esse é o tipo de lugar para se perder nas ruazinhas estreitas por horas e horas.

 

Mas eu vim até a Espanha para ver a Catedral da Sagrada Família então deixei o bairro gótico para trás para ir atrás de um dos maiores símbolos da arquitetura desse estilo.

 

Lembro até hoje a exata sensação de ver a catedral. Eu saí do metrô esperando dar logo de cara com a monstruosidade, mas ….nada. Ao olhar para trás procurando, soltei um NOOOOOOOOOOOOOOOSSA que só não chamou atenção de todos ao meu redor porque cada um estava entretido com a sua própria perplexidão. A Sagrada família é majestosa, imponente, poderosa, escura, misteriosa e devido à sua posição geográfica e à sua imensidão, pode ser vista de praticamente todos os cantos de Barcelona.

 

Sagrada Famlia

Sagrada Família

 

Por dentro, ainda estava tudo em obras, então não pude ver muita coisa além de um pé direito altíssimo. Mas por alguns euros a mais, pega-se um elevador até a torre mas alta e de lá a vista da cidade é linda e plana.

 

Na fachada, a riqueza de detalhes das esculturas são impressionantes e valem uma boa meia hora de observação cuidadosa.

 

De lá resolvi voltar pras Ramblas. Sem querer desci na estação de metrô errada e resolvi andar pelas ruelas de um bairro residencial seguindo sempre placas para Ramblas. Qual a minha surpresa ao encontrar depois de uns 20 minutos um albergue da juventude. Cheguei exatamente na hora em que um grupo grande de mochileiros estavam indo embora e depois de muito implorar por um quarto, o recepcionista disse que se eu aguardasse ele confirmaria a disponibilidade de cama. Depois de uns 40 minutos veio a minha resposta…..SIM. Temos uma cama vaga, por apenas uma noite em um quarto misto. Muy bien, you le dije, e grata fui deixar minhas tralhas no quarto.

 

E foi lá que conheci meu primeiríssimo amigo instantâneo (com o qual mantenho contato até hoje) – Alessandro Turco – um italianinho cheio de energia e muito engraçado e seu amigo Fábio.

Fabio, eu e Alessandro no albergue

Fabio, eu e Alessandro no albergue

 

Mas foi com Bih Tabah, de Camarões, que fui almoçar uma Paella maravilhosa.

Paella com Bih

Paella com Bih

 

Bih foi minha comanheira de aventuras, pois assim como eu tinha apenas um fim de semana em Barcelona e queria aproveitar para conhecer o máximo possível da cidade.

 

Fomos à Barceloneta e vimos o grande peixe metálico descabeçado – obra do arquiteto Frank Ghery

O peixe de Ghery

O peixe de Ghery

 

Também fui me aventurar nas águas do Mediterrâneo. Depois de só molhar o dedinho em uma água gelaaaaaaaaaada, de areia grossa e escura, resolvi que havia cumprido minha missão Mediterrânea.

Conquistei o Mediterrâneo...uhuuuuuuuuuuuuu!

Conquistei o Mediterrâneo...uhuuuuuuuuuuuuu!

 Fomos ao estádio olímpico “Estadi Olímpic de Montjuïc”, sede dos jogos de 1992.

Estadi Olmpic de Montjuïc

Estadi Olímpic de Montjuïc

 

Ainda tivemos tempo de ir ao Museu Picasso e conferir o maior e mais completo acervo artístico de Picaso com cerca de 3.500 obras entre gravuras, litografias e cerâmicas.

Museu Picasso

Museu Picasso

 

E encerramos com um tour pela Casa Miró

No telhado da Casa Miró

No telhado da Casa Miró

 

Depois de trocas de e-mails e tchaus, pulei de volta no ônibus domingo à noite para viajar durante a madrugada e assistir aulas em Madri de manhã cedo.

 

Infelizmente dos Catalães não pude formar opinião, pois a cidade estava tão repleta de turistas falando inglês, alemão, Sueco e Holandês que ouvi muito pouco do Basco. 

 

Deixei de ver mas dizem ser imperdível em Barcelona:

 

- Parque Guell: patrimônio mundial da UNESCO é uma cidade jardim desenhada por Gaudí.

- Casa Batló: Também de Gaudí, prédio de arquitetura irregular e indefinida.

- Casa Milá (La Pedrera): Obra arquitetônica também seguindo o estilo de paredes ondulantes e ausência de formas retas.

Nas férias da faculdade em agosto de 2003 ganhei de presente um curso de Espanhol de um mês de duração em Madri. Minha primeira vez na Europa não poderia ter sido em um lugar melhor. Madri tem museus, castelos, parques, praças e todo mais que os países europeus tem, com um clima agradabilíssimo e um povo festeiro e simpático.

Exepcionalmente, em 2003, a Europa passou por uma das maiores ondas de calor ds últimos anos e eu peguei temperaturas de 50 graus na sombra.

A escola Enforex (menos badalada que a famaos Don Quijote) eu tinha aulas pela manhã (das 9 às 13) e aproveitava as tardes para conhecer a cidade com meus colegas de turma – cada um de um canto do mundo.

Na escola Com Valerie (EUA), Cristina a professora, Ilona (Letonia), Não lembro no nome da Canadense, Jaime (Taiwan), embaixo de azul, Arina, a maluquinha Russa e Elizabeth, Francesa

Infelizmente nessa época eu não tinha câmera digital e ainda estava em uma economia danada para ficar comprando filmes, então as fotos são poucas e digitalizadas. Mas dá pra ter uma idéia do lugar.

 

Palácio das Comunicações

 

Monumento ao escritor de Don Quijote na Plaza Cervantes

 

Plaza de Mayor- datada do século XV foi palco de coroações, festas, touradas e execuções

 

Plaza de Toros – Eu fiz a besteira de ir assistir a uma ‘corida’ (tourada) onde seis touros são mortos por noite. A população localmais jovem não parece ser muito fá da tradição, mas o lugar está cheio de turistas e de velinhos que torçem pelo toureiro como se estivessem em uma partida de futebol. Horripilante, nojento e crul….simplesmente cruel.